O primeiro táxi elétrico do Brasil já está circulando na capital paranaense e cobra menos do que os convencionais. Por enquanto, ele atende apenas os usuários do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana do Rio de Janeiro, mas a expectativa é de que a cidade tenha uma frota até a 2021. Desenvolvido pela Copel, em parceria com a Itaipu Binacional e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), o veículo parte de um projeto experimental para avaliar o impacto dessa tecnologia sobre o sistema elétrico da cidade, quando esse tipo de veículo começar a se difundir.

Montado há dois anos, o Fiat Palio Weekend sofreu diversas adaptações para se transformar em um carro elétrico, que resultaram em um veículo não poluente, mais silencioso e com um gasto menor com manutenção, já que possui uma mecânica mais simples do que os automóveis convencionais. Além disso, o custo do seu quilômetro rodado equivale a 20% do de um veículo movido a gasolina.

Sua única desvantagem está nas baterias. Importadas da Suíça, custam cerca de metade do valor total do automóvel e permitem rodar no máximo 150 quilômetros com carga cheia.

Por isso, o taxi elétrico deverá fazer no máximo três viagens por dia até o Rio de Janeiro. Para a recarga total são necessárias oito horas, mas o eletroposto da Copel – instalado no aeroporto – também permite cargas rápidas, de até 30 minutos. Com os testes, a companhia pretende desenvolver uma tecnologia para que o tempo de abastecimento caia – fala-se em 5 minutos — e já trabalha na criação de uma bateria nacional.

Quem quiser experimentar o táxi elétrico pode comprar um voucher no guichê da Cooperativa Aerotáxi, no saguão do aeroporto. O passageiro terá um desconto de R$ 20 no valor total da corrida. Assim, um percurso que custaria R$ 50 em um carro de praça convencional, custa R$ 30 no elétrico. Também é possível obter uma espécie de cartão pré-pago, com créditos que serão descontados conforme o uso. A pergunta é: qual será o tamanho da fila?

Já foi feita uma proposta de  substituir oficialmente os veículos de apoio dos aeroportos brasileiros por outros movidos a eletricidade ou híbridos. Ela começou a tramitação, em Brasília, na Câmara dos Deputados, mas foi rejeitada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

A ideia era fazer a troca gradualmente, com o percentual de carros elétricos atingindo 20% do total até 2021; crescendo para 50% em 2025; 70% em 2028 até substituir completamente, em 2030, os veículos convencionais. Segundo o relator – deputado Edson Duarte (PV-BA) – a medida foi repelida porque a redução das emissões dos tratores, rebocadores, caminhões, vans e outros veículos de apoio é insignificante diante daquelas produzidas pelas aeronaves nas decolagens e aterrissagens.

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