Vagabundo Elisandro Rodrigo Falcão é morto durante assalto à fábrica de Jóias em Cotiporã, RS

By | December 30, 2012

Fonte: Zero Hora

O assaltante mais procurado do Estado do Rio Grande do Sul morreu na madrugada deste domingo em confronto com a Brigada Militar (BM) após participar de ataque a uma fábrica de joias em Cotiporã, na serra gaúcha.

Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos, estava foragido da polícia e liderava uma quadrilha responsável por ataques a bancos com uso de explosivos no RS. Entre as ações atribuídas ao grupo estão os ataques a caixas eletrônicos em Picada Café, Nova Bassano, Fagundes Varela, Jaquirana e ao pedágio de Vacaria. Também é possível que o bando tenha assaltado agências em Torres e Dom Feliciano.

— O Falcão sempre realiza enfrentamentos quando há a tentativa de coibi-lo. O serviço de inteligência da BM já estava à procura dele. Nos últimos meses, fomos fechando o cerco e tentando prever as ações do bando — relatou o major Daniel Coelho, chefe da agência central de inteligência em Porto Alegre da Brigada Militar.

Além de Falcão, outros dois criminosos identificados como Sérgio Antônio Ritter e Paulo César da Silva foram mortos em confronto com a BM ao cruzarem com uma viatura.

No embate, ocorrido na saída da cidade, dois dos quatro policiais que estavam na viatura foram baleados. Feridos, eles foram encaminhados ao hospital de Veranópolis. Um dos PMs levou um tiro de raspão e o outro, dois tiros de fuzil em um dos braços e em uma das pernas.

O ataque

Fortemente armados, cerca de 10 bandidos chegaram à cidade no início da madrugada. Por volta das 2h, realizaram ao menos 10 pequenas explosões na fábrica e fizeram, de reféns, um grupo de moradores.

Como a BM monitorava a atividade dos bandidos através de escutas e especulava que haveria uma atividade criminosa na Serra, a polícia chegou rapidamente ao local. Ao perceber a aproximação dos PMs, os bandidos fugiram levando um novo grupo de reféns.

Na saída da cidade, a BM realizou um cerco aos criminosos e houve tiroteio. Três bandidos morreram, e dois policiais ficaram feridos.

Os policiais negociaram, por cerca de uma hora, a liberação de cinco reféns e o resgate aos PMs atingidos. Um dos veículos utilizados na fuga conseguiu passar pela barreira e um número não informado de criminosos se escondeu em matagal da região. Não há informações se há mais reféns com os fugitivos.

Por volta das 5h30min, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar (Gate) isolou a área do confronto para explodir cinco quilos de dinamite, que foram encontrados com os bandidos. Ainda não há informações sobre o que foi levado da fábrica.

Subcomandante-geral da Brigada Militar, o coronel Altair de Freitas destacou o reforço de policiamento para o êxito da ação.

— No sábado, o Gate já estava na Serra pois sabíamos que eles iriam atacar, mas o local era incerto. Conseguimos mandar o pessoal da Operação Golfinho, que estava no Litoral, para o local do crime rapidamente, o que favoreceu a ação tática — afirmou.

 



 

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