Tiroteio assustou moradores da Praça Seca na tarde desta terça-feira

By | February 5, 2014

companhia-destacada-sao-jose-operarioFonte: G1

Moradores da Praça Seca, Zona Oeste do Rio, ficaram assustados na tarde desta terça-feira (4) com mais um tiroteio ocorrido na região. De acordo com a Polícia Militar, policiais da Companhia Destacada trocaram tiros com supostos criminosos durante uma incursão no alto do morro.

Segundo a assessoria da PM, os policiais militares perceberam uma movimentação suspeita no alto do morro e fizeram a incursão. Foi então que iniciou-se a troca de tiros. Os suspeitos fugiram pela mata e ninguém foi preso.

Por meio do Twitter, moradores da região chegaram a pedir socorro. “Moradores da Praça Seca estão acuados em suas casas, com medo! Todos os dias essa guerra, esse tiroteio intenso”, registrou internauta na rede social. O confronto ocorreu no alto do morro São José Operário

Houve quem mandou mensagem para o perfil do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Twitter pedindo ajuda. Muitos relatos informavam disparos de fuzil e outras armas pesadas. A PM não informou se o confronto deixou feridos.

Na manhã desta segunda-feira (3), policiais do Grupamento de Ações Táticas do 9º BPM (Rocha Miranda) realizaram uma operação na comunidade de São José Operário, na Praça Seca, em Jacarepaguá. A ação começou após registro de tiroteio na comunidade, na noite de domingo (2).

Aumento da violência

Desde o ano passado, os moradores da Praça Seca reclamam da crescente violência na região. As denúncias levaram a Polícia Militar a instalar, em 24 de janeiro, uma Companhia Destacada. Ao todo, 60 policiais passaram a atuar na unidade policial, que funciona em um imóvel na Praça Seca. A maior parte desse agentes tem experiência de atuação em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), comandados pelo capitão Marcio Moura Bernardo Gonçalves.

Quem mora por ali relata tiroteios constantes e conta que a situação se agravou após a inauguração da UPP do Lins de Vasconcelos, em outubro. Criminosos das comunidades ocupadas fugiram para os morros São José Operário, Chacrinha e Bateau Mouche.

Além disso, traficantes disputam com milicianos o controle dessas comunidades. Desde então, o Bope fez várias ações na área, para evitar invasões de facções rivais no local.

 



 

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