Tenente-coronel PM Clarisse Antunes é a primeira mulher piloto do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM)

By | November 8, 2013

Foto: André Gomes de Melo

Foto: André Gomes de Melo

Fonte: Imprensa do Estado do Rio de Janeiro

Quem olha para a loura de traços delicados e jeito gentil, mas firme, não imagina que ela comanda mais de 100 policiais. Há 22 anos na Polícia Militar do Rio de Janeiro e atuando há sete como piloto de helicópteros, a tenente-coronel Clarisse Antunes, de 42 anos, entrou para a História da corporação. Há três meses ela se tornou a primeira mulher a assumir o posto de subcomandante do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM), em Niterói.

Com 500 horas de voo no currículo, Clarisse tem permissão para pilotar quatro diferentes aeronaves e acaba de concluir um curso para a condução do helicóptero blindado que carrega 13 tripulantes, alguns deles atiradores de elite. Atualmente, muitas das missões da piloto incluem imageamento e monitoramento aéreo, que dão suporte a operações do Bope em comunidades conflagradas, por exemplo.

Avessa ao clichê de exaltar uma mulher em posto de comando ou da pecha machista de considerar incrível uma mulher desempenhar tão bem um papel tradicionalmente masculino, Clarisse é, acima de tudo, apaixonada pelo que faz. E garante que nunca sofreu preconceito na atividade.

– Nunca sofri preconceito, mas já passei por situações de curiosidade. Afinal, mulheres são peças raras na aviação. Então, acho que a curiosidade é normal – disse ela.

Mãe de duas filhas adolescentes e moradora de Campo Grande, a comandante acredita ser difícil, no momento, encontrar tempo para outras atividades além da profissional – ela entra no trabalho às 7h e não tem hora para sair. Vestida com um calorento macacão antichamas, botas de cano alto e capacete, ela garante que vale a pena.

– Quando entro na aeronave, não penso em nada além da missão. Voar é um prazer, uma gratificação incrível. Isso independe de sexo. Seja mulher ou homem, o que importa é se empenhar e se dedicar ao máximo – disse ela, que já serviu nos batalhões de Jacarepaguá (18º), Bangu (14º) e Leblon (23º), antes de ser piloto.

Além das qualidades profissionais, os subordinados reconhecem em Clarisse alguns atributos tipicamente femininos, que ajudam na convivência e na manutenção do local de trabalho.

– Acho que ela valoriza mais o fator humano. Tem sempre preocupação em estarmos descansados e bem fisicamente para tripular as máquinas – afirmou o sargento Wagner Batista, de 41 anos, há 10 anos no GAM.

– Percebo um cuidado maior com a nossa sede, que está sempre limpa e pintada – observou o sargento Paulo Monteiro, de 37 anos, há 11 anos na unidade.

A subcomandante não poupa elogios à equipe:

– Tenho muito orgulho de fazer parte da PM e de estar na aviação. A tropa aqui ama o que faz, eles são muito dedicados e esforçados. Existe uma paixão pela aviação que todos compartilhamos.

 

Foto: André Gomes de Melo

Foto: André Gomes de Melo

 



 

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