Senadores vão à Rússia pedir libertação de ativista brasileira Ana Paula Maciel

By | October 23, 2013

Ana-Paula-MacielFonte: Folha Online

O Senado vai enviar uma comissão de congressistas à Rússia para pedir ao governo do país a libertação da ativista brasileira Ana Paula Maciel. O número de senadores que viajarão à Rússia ainda não foi definido.

O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu criar a comissão depois de receber nesta quarta-feira o diretor de Políticas Públicas do Greenpeace no Brasil, Sérgio Leitão, acompanhado de um grupo de deputados. Eles pediram a Renan que o Congresso brasileiro mantenha diálogo com o parlamento russo para negociar a libertação da ativista.

“Precisamos de um caminho alternativo ao que já vem sendo feito pelo Executivo. Temos que dialogar com os parlamentares russos”, disse o deputado Sarney Filho (PV-MA).

“Nossa preocupação é que ela está distante de Moscou e agora começa o rigoroso inverso russo”, completou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Renan enviou na semana passada uma carta à presidente do Conselho da Federação da Assembleia Federal da Rússia (equivalente ao Congresso brasileiro), Valentina Matvienko, cobrando uma solução para o caso.

“Vou nomear uma comissão pequena para conversar pessoalmente com a chefe do Legislativo russo, sensibilizar as autoridades russas e visitar Ana Paula na prisão para ver como ela está”, afirmou Renan.

Sérgio Leitão disse esperar que a ação do Congresso brasileiro tenha efeitos sobre o parlamento e o governo russo.

NEGOCIAÇÃO

A presidente Dilma Rousseff pediu ao Ministério das Relações Exteriores para acionar o governo russo com o objetivo de encontrar “solução” para a prisão da ativista do Greenpeace, detida há um mês na Rússia durante um protesto em uma plataforma petroleira do Ártico. Além da brasileira, outros 29 ativistas do Greenpeace foram presos na cidade portuária de Murmansk, norte da Rússia, após dois integrantes tentarem escalar uma plataforma de petróleo da empresa russa Gazprom.

Inicialmente, os ativistas foram acusados de pirataria, mas a Rússia substituiu as acusações por vandalismo nesta quarta-feira. O crime de vandalismo é punido com até sete anos de prisão, em vez de 15 como na pirataria.

 

 



 

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