Praça Seca em Jacarepaguá e o 9º BPM uma relação estranha entre estado e sociedade

By | November 18, 2013

operacao-bateau-mouche-8Rio – Já não é a primeira vez que acontece, um tiroteio violento como o do último sábado ou qualquer outro mais rápido e a resposta do 9º BPM para a imprensa e de que “não houve registro de confrontos na região”. É hábito, talvez pelo fato do batalhão ficar muito longe da comunidade eles não escutem nada mesmo, por outro lado ligamos várias vezes para o 190 e a resposta é sempre de que a ocorrência já foi informada.

Outros fatos intrigam moradores principalmente da comunidade Bateau Mouche, em abril, por exemplo, o caveirão subiu algumas vezes o morro indo até o Mangueiral que é um lugar usado sempre como base do tráfico, o blindado ia até lá, ficava parado no meio da escuridão por no máximo 10 minutos e descia escoltado por mototaxistas. Não consigo entender que tipo de ação tática envolve a entrada do caveirão numa comunidade sozinho e descer acompanhado de rapazes em motos.

Pessoalmente tive uma experiência ruim com estes policiais militares, um forte tiroteio acontecia por volta de duas da manhã e eu coloquei a câmera na bolsa e sai de casa para fotografar a “operação”, na entrada do Bateau Mouche uma única viatura com um PM. Perguntei se havia uma operação ele respondeu que sim e apontou para a Chacrinha, perguntei se podia subir e ele respondeu que estava tranquilo, desconfiei da atitude e resolvi voltar pra casa. No dia seguinte soube que traficantes haviam metralhado a associação de moradores do Bateau e que não houve nada na Chacrinha, o filho da puta estava me mandando para o morro errado de sacanagem.

No último dia 14 outra situação estranha, forças do COE da PM invadiram o morro Sâo José Operário e a favela que estava apinhada de bandidos na noite anterior foi encontrada vazia, um PM do Batalhão de Ações com Cães me disse que estava tranquilo e que não houveram nem fogos na chegada da polícia ainda com o dia amanhecendo. As três forças do COE estavam no alto do morro e voltaram de mãos vazias, só fizeram exercício. Fica a pergunta: Bandidos tem bola de cristal ou recebem um telefonema amigo?

Não custa lembrar que milicianos controlaram o lugar por mais de dez anos e as operações contra os paramilitares só começaram com o enfraquecimento financeiro da quadrilha, sem dinheiro, sem amor.

Não posso acusar pois não tenho provas, acompanho a situação e vou conhecendo os fatos e tentando formar uma opinião. Ouvi vários moradores dizendo durante todo o ano que traficantes quando começavam a aterrorizar os moradores entre outras coisas gritavam: “o morro tá comprado, não adianta ligar para a PM”.

Se o COE não quiser desperdiçar tempo e recursos talvez fosse boa ideia não informar ao 9º BPM sobre qualquer operação no lugar. Só uma sugestão, afinal é o meu dinheiro que estão gastando.

 



 

3 thoughts on “Praça Seca em Jacarepaguá e o 9º BPM uma relação estranha entre estado e sociedade

  1. Paulo cesar de oliveira

    A incompetência do estado e geral pois na comunidade do Bateu muche a milícia fica na associação de moradores local que deveria ser ocupado pelo estado

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  2. inaciodias

    aqui na covanca esta a mesma coisa tiroteios todos os dias,ontem quando cheguei do trabalho nao pude nem subir por causa dos tiros que davam para ouvir la do center shopp.
    a renato meira lima e so bandido e todos veem os policiais indo pegar seu arrego na sexta no campo no alto da covanca na rua h.

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