Polícia começa o cerco para ocupação e implantação de UPP no Complexo do Lins

By | October 2, 2013

operacao-complexo-do-lins-9Fonte: Jornal Extra

RIO – Ás vésperas de ocupar as oito favelas do Complexo do Lins para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a polícia já começa a fazer o cerco aos criminosos da região, comandada pelo traficante Luiz Claudio Machado, o Marreta. Durante a ação da PM nos morros do Lins na noite desta terça-feira, dois traficantes morreram em confronto e um menor foi apreendido. Foram apreendidos na ação policial duas pistolas, onze quilos de cocaína, 23 quilos de maconha, dez quilos de crack, grande quantidade de carregadores de fuzil e grande quantidade de munição. Uma escola e quatro creches não funcionaram devido a operação, deixando 1.375 mil alunos sem aula.

De acordo com informações do setor de inteligência das polícias, traficantes já haviam embalado drogas, armas e se preparavam para fugir. Há informações de que o bando, com a implantação da UPP a partir deste domingo, estaria se dirigindo para as favelas do Chapadão, Juramento, Parque União e Nova Holanda, as duas últimas no Complexo do Maré.

Paralelo à ação da PM, policiais civis da Delegacia de Combate à Drogas (DCOD) prenderam na manhã desta quarta-feira um sargento da PM e dois traficantes em um dos acessos ao Complexo do Lins. O policial, conhecido pelo apelido de “Agoniado” é acusado de passar informações para os traficantes sobre operações policiais e de vender ao bando do tráfico armas e drogas. O sargento teria passado informações sobre a ocupação do Complexo do Lins para o traficante Marreta. Ele foi preso no momento em que recebia R$ 800 dos traficantes Gustavo Gomes Azevedo, de 23 anos, e Fábio Ricardo Gonçalves Souza, 38 anos. Com o sargento foram apreendidos quatro celulares e US$ 500.

Segundo investigações da DCOD, o PM recebia R$ 800 por semana e teria, inclusive, passado informações ao tráfico sobre a ocupação do Complexo do Lins no próximo fim de semana. Além de informações, o militar também vendia armas para o bando do traficante Marreta. Uma pistola era negociada por R$ 3,5 mil. De acordo com a polícia, o PM já tinha em sua ficha na corporação anotações por extorsão, porte ilegal de arma e tentativa de homicídio, por isso não andava mais armado. Com o PM foram apreendidos US$ 500 e quatro celulares.

 

 



 

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