Menor P, chefe do tráfico em 11 favelas do Complexo da Maré é preso em Jacarepaguá

By | March 27, 2014

menor-p-tcpFonte: Jornal Extra

O chefão do tráfico em onze favelas da Maré, Marcelo Santos das Dores, o Menor P, foi preso na noite desta terça-feira dentro de um apartamento na Av. Geremário Dantas, em Jacarepaguá, por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal. Ele estava sozinho no apartamento, sem carro na garagem, quando foi surpreendido por 20 policiais.

O bandido chegou ao local hoje levado por um aliado. O condomínio onde o bandido foi preso foi construído recentemente e conta com piscina, campo de futebol, churrasqueira, campo de futebol e academia de ginástica. A partir da primeira semana de abril, nove mil homens vão ocupar o complexo de favelas para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em novembro.

Também conhecido como Astronauta, Menor P dividiu o território dominado por sua facção em quatro áreas e nomeou, para administrá-las, braços direitos, que seriam responsáveis pela segurança e pelas finanças das bocas de fumo e batizou seus administradores de “astros de sua constelação”. Num caderno apreendido por agentes da 21ª DP, o chefão fez seu organograma: ele no centro e seu segundo escalão orbitando ao redor.

Sua quadrilha é formada por 200 homens, organizados numa hierarquia militar. As sessões de treinamento de seus “soldados” são rígidas: quando algum de seus homens comete algum erro, como segurar um fuzil de forma errada, é obrigado a fazer flexões em frente à tropa. A organização rende lucros: a polícia estima que a quadrilhe movimento R$ 2 milhões por semana.

Menor P é investigado por uma extensa gama de crimes cometidos dentro da Maré. O chefão é acusado de participar de sessões de tortura, ordenar esquartejamentos de ex-aliados e até de participar da execução de um engenheiro que entrou por engano na favela. Só na 21ª DP, ele é citado em cinco inquéritos diferentes.

Apesar de um menor de idade e Jhony Barbosa, de 25 anos, terem se apresentado à polícia como autores do disparo que matou o engenheiro Gil Augusto Gomes Barbosa, de 53 anos, a polícia ainda investiga se Menor P ordenou, por rádio, a execução.

Já o inquérito sobre a sessão de tortura envolvendo o jogador Bernardo já foi encaminhado ao Ministério Público. Em depoimento, a namorada do traficante disse que foi atingida por “balas perdidas”.

Outra investigação em curso envolve a morte de Wladimir Augusto da Paz, o Mimi, um ex-aliado de Menor P que passou para uma facção rival. Acabou esquartejado e usado como exemplo.

Matéria da Record

 



 

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