Guerra das drogas: ataques de traficantes do Complexo do Lins na Maré deixam alunos sem aulas

By | October 31, 2013

Traficante Marreta comanda os ataques

Traficante Marreta comanda os ataques

Fonte: Jornal Extra

Pelo terceiro dia seguido somente esta semana, escolas na região do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, deixaram de funcionar por conta da guerra entre traficantes de drogas. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação, duas unidades escolares estão sem atendimento, deixando 1.837 alunos fora de sala de aula. Segundo a Secretaria, o conteúdo das aulas será reposto.

De acordo com informações levantadas pela 21ª DP (Bonsucesso), a disputa pelas bocas-de-fumo na Maré começou depois da pacificação do Complexo do Lins, no Lins de Vasconcelos, também na Zona Norte, no dia 6 deste mês. Bandidos em fuga teriam ido para a favela Nova Holanda, que integra o Complexo da Maré, e tentam tomar a Baixa do Sapateiro e o Morro do Timbau. Os traficantes, segundo moradores, chegaram à comunidade em dois caminhões baú de uma loja.

Nesta quarta-feira, dois Cieps e uma creche localizados na Maré não funcionaram. Dois mil alunos ficaram sem aulas.

Rotina de medo

Pais de crianças que estudam em escolas na Maré relatam uma rotina de medo desde que a guerra do tráfico começou. Sem se identificar, eles contam que tem sido raro ter aulas todos os dias da semana.

– Minha rotina é ligar todos os dias para a escola para saber se terá aula. Às vezes, do alto do morro, já sei que não terá, pelos tiros – contou o pai de uma estudante do 1º ano.

Mãe de duas meninas matriculadas no 3º e 4º anos no Ciep Operário Vicente Mariano diz que entende a posição dos responsáveis pela escola, mas lamenta as aulas perdidas.

– Não pode arriscar a vida dos alunos e dos professores. Minhas filhas só estudam aqui porque não tenho condições de pagar uma escola. Mas fico tensa. Naquela escola que fica entre a Nova Holanda e a Baixa do Sapateiro, homens com fuzis ficam andando na frente das crianças. Minha neta estudava lá, mas graças a Deus conseguiu vaga em outro colégio – contou ela.

 



 

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