Comparsas executam traficante Juninho Cagão mandante da chacina da Chatuba

By | January 7, 2013

juninho-cagaoEra para ficar triste? Eu não fiquei.

 


 

Fonte: Jornal Extra

O traficante Remilton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão, apontado como mandante da chacina da Chatuba, foi encontrado morto anteontem em Anchieta, próximo ao Morro do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Com dez perfurações de tiros pelo corpo, ele foi executado pelos próprios cúmplices porque estaria atraindo operações policiais para capturá-lo. A informação foi confirmada pelo setor de inteligência do 41º BPM (Irajá), batalhão que atua na área.

Juninho saiu da Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, em setembro do ano passado, logo depois das mortes de seis jovens. O Chapadão foi escolhido como esconderijo por ser da mesma facção que age na comunidade onde ele morava. O corpo do bandido foi reconhecido por parentes no local do crime e retirado do Instituto Médico-Legal (IML) anteontem à noite.

Segundo a polícia, a prisão de Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o Nando Bacalhau, capturado em outubro do ano passado em Guarulhos, São Paulo, desestabilizou o tráfico no Chapadão e pode ser uma das explicações para o assassinato. Pressionados por seguidas operações policiais feitas pelo 41º BPM e sem comando, traficantes da facção decidiram executar o cúmplice, visto como um problema.

Além dos seis mortos na chacina da Chatuba, Juninho Cagão e sua quadrilha são apontados como os assassinos de outras três pessoas naquele mesmo fim de semana: o pastor Alexandre Lima, o cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior, de 34 anos, e José Aldecir da Silva Júnior, de 19.

Cinco presos

A chacina ocorreu um dia antes do aniversário de 30 anos de Juninho Cagão. Cinco pessoas envolvidas no crime já foram presas: Fernando Domingos Pereira Simão, o Sheik; Jonas Santos Pereira, o Jonas Pintado; Danilo Machado Valverde; Daniel Dias Serqueira dos Santos, o PQD; e Felipe Barbosa.

Eles integram uma lista de 14 bandidos, encabeçada por Cagão, que tiveram a prisão preventiva decretada pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, há dois meses. Para o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, a medida ajuda a proteger a vida de testemunhas do caso.

 



 

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