Chefões do tráfico tinham camarote VIP no Baile do Pistão no Complexo do Lins

By | October 5, 2013

baile-do-pistaoUm ex-jogador de futebol assíduo frequentador de pagodes e bailes funk na Vila Cruzeiro frequentava este camarote.

 


 

Fonte: Jornal Extra

Em dias de baile funk, na Rua Dona Francisca, no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio, chefões tinham status de celebridade. Cada favela tinha camarote VIP em frente ao palco. Em meio aos bailes, segundo a polícia, traficantes erguiam fuzis, no QG de uma das principais facções do estado. A ocupação policial, programada para a madrugada deste domingo, marca o fim de uma festa onde os moradores não tinham direito ao silêncio, a exemplo do que aconteceu na madrugada deste sábado, quando frequentadores do tradicional baile se reuniram numa espécie de despedida. De acordo com moradores, entre 4h30 e 5h, o som foi levado às alturas. A policiais do 3º PBM (Méier), no entanto, negam que tenha havido baile.

O Lins começou a assumir a condição de QG do tráfico após a ocupação policial nas favelas de Mandela e Manguinhos, em outubro do ano passado. De lá para cá, o crime no local deixou de ser administrado por bandidos criados na comunidade, passando a abrigar traficantes de outros territórios. Nesse novo contexto, o Lins chegou a ter cerca de 150 fuzis e pelo menos 300 homens a serviço do tráfico, distribuídos numa área com 40 mil moradores. E lá era feita a endolação de drogas para abastecer todas as favelas da facção, segundo a polícia. De acordo com investigações, o tráfico usava senhoras e crianças, que saíam do Lins para outras áreas sem despertar suspeitas.

Chefões do tráfico migraram para as favelas cortadas pela Grajaú-Jacarepaguá. Foi o caso de Luís Cláudio Machado, o Marreta, que firmou território na favela Cachoeira Grande. Ao contrário do Complexo do Alemão, onde o comando do crime era centralizado, no Lins, cada comunidade tem gestão independente.

— Não existe mais a figura do inimigo público número um — observa o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas.

 



 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *