Advogados acusados de ajudar na fuga do traficante DG do Comando Vermelho são condenados

By | October 22, 2013

traficante DG

Agora ele está meio morto

Fonte: Jornal Extra

Os advogados Marcos Ferreira de Mello e Laerte Gomes de Carvalho, acusados de terem ajudado na fuga do traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, da 25ª DP (Engenho Novo), em julho de 2012, foram condenados, nesta segunda-feira, por participação no episódio. Eles foram condenados pelo crime de promover ou facilitar a fuga e absolvidos por formação de quadrilha. Marcos recebeu uma pena de quatro anos de prisão no regime semiaberto, e Laerte de quatro anos e seis meses no regime fechado, em sentença da juíza Maria Izabel Pena Pieranti, da 16ª Vara Criminal da Capital. A magistrada decidiu ainda que os advogados poderão recorrer em liberdade.

“Analisada toda a prova coligida, resta claro que os Réus concorreram para o sucesso da empreitada criminosa que logrou êxito em promover a fuga de ´DG´ de uma das celas da 25ª DP. Toda a dinâmica do fato aponta para a conclusão de que os bandidos tinham informações objetivas e privilegiadas acerca da estrutura física da DP, da exata localização do preso, do pequeno número de Policiais presentes naquela Distrital naquele horário, bem como do singelo tipo de armamento utilizado por eles”, afirmou a juíza na sentença.

Além dos dois advogados, cinco réus já foram condenados pelo episódio: Luan de Souza Feitoza, o Big Big (irmão de DG), Davi Moraes de Sá, o Davi Paraíba, Alan Mendonça da Silva, o Lourinho, Carlos Gomes de Carvalho Júnior, o Juninho do Vasco e Eber do Nascimento Cândido, o Ebinho. Outros oito acusados ainda serão julgados por participação na fuga de DG. O traficante foi morto, no início de abril, durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo da Maré.

O resgate

DG foi resgatado da 25ª DP horas após ser preso. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os criminosos que participaram da fuga chegaram à unidade em três carros e duas motocicletas, e bloquearam o tráfego na rua da delegacia. Em seguida, dez homens invadiram a unidade e, após ameaças, renderam os policiais civis e se dirigiram ao local onde DG estava preso. Com um alicate, romperam o cadeado da cela e o libertaram, entregando-lhe um fuzil.

Dois policiais civis que estavam num bar perceberam a ação dos criminosos e reagiram. Houve intensa troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. O papel dos advogados foi o de obter informações sobre o local exato de onde se encontrava preso DG.

“A ação por eles levada a efeito poderia ter resultado em uma tragédia de grandes proporções”, afirmou, em sua sentença, a juíza Maria Izabel Pena Pieranti.

 

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