Advogado Marcelo Carvalho Bianchi é preso acusado de ligação com o tráfico de drogas

By | November 14, 2013

Fonte: Extra

Um advogado foi preso, durante uma operação da Polícia Federal, acusado de envolvimento com uma facção do tráfico de drogas. Marcelo Carvalho Bianchi seria o responsável, segundo as investigações, por lavar dinheiro da quadrilha que atuava no Rio e na Região dos Lagos. Ele foi detido quando chegava em casa, num prédio de luxo na Barra da Tijuca, dirigindo um Mercedez.

 

Advogado-Marcelo-Carvalho-Bianchi

 

A operação denominada Rapala (isca para peixe grande) foi iniciada na segunda-feira e irá se encerrar hoje. De acordo com o delegado Júlio Ribeiro, que coordenou a ação, o advogado, além de defender os criminosos, aplicava o dinheiro do grupo em carros de luxo (ele tinha pelo menos quatro) e casas de veraneio na Barra e em Maricá.

– Ele não advogava simplesmente, ele orientava a quadrilha a dar destino legal ao lucro do tráfico. Ele fazia parte da organização e era o responsável pela contabilidade.

O advogado foi indiciado por formação de quadrilha e associação para o tráfico e levado para o Complexo de Gericinó. Cerca de 100 agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE) do Rio e da PF de Macaé tentam cumprir 43 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Até o momento, quatro foram presos nas comunidades Malvinas e Nova Holanda.

Segundo o delegado, as drogas saem do Morro do São Carlos, no Centro do Rio, e vão para Macaé. De lá, é feita a distribuição para todas as favelas da Região dos Lagos. O lucro da quadrilha é estimado em R$ 1 milhão por mês.

Com as investigações, que começaram em 2010, 25 pessoas já foram presas. Os traficantes Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, e Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, foram presos, inclusive, durante o andamento do inquérito. Eles eram comparsas de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e fugiam da Rocinha, em novembro de 2011, quando tentavam fugir da comunidade antes da ocupação da Polícia Militar para a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que irá instaurar um procedimento administrativo disciplinar que “investigará a falta de conduta e princípios éticos da profissão”. A OAB disse que a punição máxima é “a perda da carteira e o fim da atividade advocatícia”.

 



 

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