Escola pública Lia Terezinha Merçon Rocha em Muniz Freire no ES separa alunos ricos de pobres

By | February 16, 2013

Quando pensamos que já vimos todas as idiotices que a humanidade é capaz aparece mais essa. Um cara mora numa cidade do interior do Espírito Santo e se acha rico. E eu pensando que ricos morassem em apartamentos de 20 milhões de reais na orla do Rio de Janeiro ou nos Jardins em São Paulo.

Uma dica para os “ricos” de Muniz Freire: mude-se para o Rio de Janeiro, compre um apartamentinho de três quartos em Botafogo por um milhão de reais e matricule seu filho no colégio Santo Inácio, mensalidade de 4 mil reais por mês.

 


 

Fonte: G1

Pais de alunos de uma escola municipal de Muniz Freire, no Sul do Espírito Santo, estão revoltados com a informação de que os estudantes têm sido separados de acordo com a posição social da família. Segundo os pais, os alunos com maior poder aquisitivo são colocados em uma sala de aula, enquanto os de menor renda são postos em outra. A secretária do colégio alega que tentaram uma distribuição por ordem alfabética, mas disse que houve resistência de pais com melhores condições financeiras. Após a denúncia, o Ministério Público enviou uma notificação de discriminação social à prefeitura. A prefeitura foi procurada mas não falar sobre o assunto.

A escola em questão é a Lia Terezinha Merçon Rocha, que atende a cerca de mil alunos, da 1ª à 8ª série do ensino fundamental. Entre a população, a revolta foi grande e levantou opiniões de pais e alunos. “Todos nós somos irmãos, somos filhos de Deus e ninguém é mais que ninguém. Então, eu acho que isso tem que mudar”, falou a estudante Tainara Costa.

A doméstica e mãe de aluno, Cleisiana Oliveira, também ficou insatisfeita com a situação. “Se as mães estão achando ruim de os filhos delas ficarem misturados com os nossos, compra um terreno e constrói uma escola”, falou Cleisiana.

Em uma cidade com pouco mais de 18 mil habitantes e nenhuma escola particular, a secretária do colégio, Marinha Carvalho, alegou que a direção tentou organizar as turmas por ordem alfabética, mas os pais com maior poder aquisitivo reclamaram. “Teve a divisão e alguns pais não concordaram. As crianças tinham se adaptado com a divisão de turmas por ordem alfabética, mas depois houve a separação”, disse Marinha Carvalho.

A diretora da unidade de ensino informou que a determinação de separar as turmas partiu do Conselho Municipal de Educação e o critério seria por rendimento. Contra a decisão, a então secretária de educação de Muniz Freire pediu demissão logo após o carnaval. O Ministério Público já enviou uma notificação à prefeitura e recomendou a separação dos estudantes por ordem alfabética.

Segundo o promotor de Justiça Elion Vargas, o critério, anteriormente, era subjetivo. “Eles faziam do jeito que queriam. Mas, agora será por ordem alfabética e, assim, os beneficiados estarão juntos àqueles que foram discriminados. Não é admissível hoje, em uma sociedade que preza pela educação e pela igualdade na educação, a gente aceitar um fato que remonta a Idade Média, em que separavam os nobres da plebe”, declarou.

 



 

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